A monogamia é uma startup

Amor, Vida

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Antes de começar esse texto, gostaria de falar que eu “meio que” voltei a escrever. Então, “Oi!” de novo, se você me acompanha por aqui e sentiu saudades.

Nos últimos meses fiquei mais focada no meu canal do YouTube, basicamente só produzindo vídeos – que foram durante um tempo a minha principal fonte de criação. Mas meu computador deu um pau louco! Ele continua funcionando pra muitas coisas, como entrar na internet, escrever posts, jogar paciência (mentira) e ouvir música, mas é só abrir o programa de edição de vídeos pra ele se travar todo. Interpretei esse infortúnio como um sinal do universo pra que eu voltasse a escrever, então cá estou! Pelo menos até o meu pczão voltar da UTI.

Bom, dia desses entre um drink e outro na Paulista, um amigo meu – que hoje vai ficar sem nome mesmo pra não se encrencar com terceiras – me disse: “Olha, Ju… Apesar de estar namorando com uma só moça, sei que sou poligâmico. E isso realmente me incomoda.” Dei um golão mais demorado que o normal no meu mojito pra tentar assimilar a ideia a tempo de ter uma resposta. Não tive. Nunca refleti muito sobre esse assunto, porque pra mim a monogamia é natural. Não sinto um grande esforço em ter que praticá-la.

Chegando em casa fui pesquisar mais a fundo e achei diversas matérias e estudos em ˜Universidades de Oxfords˜ que defendem opiniões multifacetadas sobre a monogamia. Uns defendem que somos naturalmente poligâmicos assim como outros mamíferos e que a monogamia é apenas uma construção da nossa sociedade. Outros dizem que só não somos mais poligâmicos porque somos mais racionais. De certa forma, nossa evolução teria nos trazido a necessidade de pertencer a um só par. Li até que pinguins traem pra caramba. Realmente encontrei muita informação.

Então achei esse vídeo maravilhoso da Monja Coen, falando sobre a monogamia da perspectiva budista. Eu confio muito no budismo, concordo com quase todas as crenças do budismo, na dúvida sempre vou pesquisar no budismo. Quero um dia ser tão praticante como sou interessada por essa religião.

No vídeo, uma das coisas mais interessantes e irônicas que ela diz, é que “ser monogâmico é libertador” – e eu concordo muito.

Respeito todo o tipo de amor, seja ele monogâmico, poligâmico, aberto, fechado. Fico feliz que as pessoas têm encontrado alternativas diferentes para viver o afeto – quanto mais amor no mundo melhor. Mas pessoalmente gosto de ser monogâmica porque pra mim é um formato que funciona. Claro: sou um ser humano e mesmo estando em um relacionamento fixo com alguém, sinto sim atração por outras pessoas. Mas não sinto necessidade de ficar com elas. Não é um desejo latente, que me domina e precisa ser saciado.

É tipo “Olha que gracinha esse cara”, e depois de dois longos scrolls no feed do Instagram – já esqueci o rosto. Como eu escrevi nesse outro post – na resenha de um livro que li ano passado – podemos experimentar o amor com várias pessoas durante um só dia, através de um olhar, um sorriso, uma palavra delicada. Mas é tão gostoso ter um só alguém pra se aprofundar. Pra se transbordar. Pra mim, ter uma parceria de peso com uma pessoa é muito mais significativo do que dar uns beijinhos por aí.

Também não vejo muito motivo em me relacionar com uma pessoa se não for pra construir algo grande com ela. Esse papo de “a gente só está se curtindo” eu acho meio papinho. Será que relacionamentos poligâmicos não acabam sendo um pouco mais superficiais? Imagino que se eu tentasse me envolver profundamente com várias pessoas – realmente não teria mais tempo pra ir na academia.

Também não podemos esquecer que existe vida fora dos relacionamentos. Se queremos beijos de várias bocas diferentes e sarradas aleatórias, podemos chamar isso de “estar solteira”, né? Qual a sua opinião sobre esse assunto? Comenta aqui no post!

E finalizando: costumo ver as nossas relações amorosas um pouco como as relações profissionais. Se a gente, por exemplo, está abrindo uma empresa e colocando todas as nossas energias nela ao lado de um sócio que compartilha dessa construção com a gente, precisamos abrir outras “emprezinhas” menores no meio do caminho? Precisamos de outros investidores que desequilibrem aquele 50/50 da sociedade?

Como a própria Monja pontua: relacionamentos abertos também podem trazer muitos problemas. Mas de novo: cada um vive a vida como quer e toda forma de amor é válida – desde que fique tudo combinadinho entre as todas partes. O que não vale é ficar sofrendo caladx em um formato de relacionamento que você não acredita.

– E não falem que a nossa geração não tem foco, ok? A poligamia existe desde que o mundo é mundo, plmdds!

Juli Batah ♡

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Não olhe para o espelho: olhe para dentro!

Vida

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Esses dias eu andei pensando sobre o conceito de liberdade porque bateu uma badzinha. Essa bad foi meio que uma sensação de estar sendo engolida pelo mundo, de me sentir presa a alguma coisa que eu não sei bem o que é, sem conseguir alcançar o que eu quero. E refletindo e conversando com amigos, acabei percebendo que muitas dessas questões estavam relacionadas ao fato de eu trabalhar mais o meu olhar pra fora, pro que acontece ao meu redor, pras outras pessoas, pras tantas informações que eu recebo diariamente, e pouco pra dentro de mim, pras minhas reais vontades e necessidades.

Acho que apesar do que possa parecer, ser livre tem menos a ver com o domínio que você tem em relação as coisas que te cercam e mais a ver com o domínio que você tem sobre as coisas que estão dentro de você, da sua mente, do seu corpo, das suas emoções. Ser livre é conseguir olhar pra dentro e ter um certo controle de si mesma.

Às vezes a gente entra na loucura de, trabalhar pra caramba, ficar imersa nas redes sociais recebendo uma cacetada de informações irrelevantes, sai de um relacionamento e logo entra em outro, tenta muito passar uma determinada “imagem” pra alguém, e com tudo isso a gente não só esquece mas perde um pouco a capacidade de parar, olhar pra dentro, tentar entender onde você está, o que está acontecendo.

Uma forma de olhar pra dentro é praticar a meditação. Outra, é sair por aí sozinha atrás das coisas que você acredita que vão te fazer feliz, e pode ser no sentido mais amplo, ou mesmo literalmente, sair sozinha, almoçar no seu lugar favorito, se dar esse tipo de presente sem se importar com que os outros vão pensar de você – aliás, essa é uma questão a ser lembrada também, a gente tem que encontrar alguma forma de parar de se importar com o que as pessoas pensam. É engraçado porque muitas dessas pessoas que a gente se preocupa em passar uma imagem, de repente, são pessoas que a gente nunca mais vai ver.

O que você faz para se sentir melhor com você mesma?


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Um rolê pelas minhas ilustrações / zines!

Lindezas, Vida

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OIÊ!

Além de escrever e fazer vídeos pra internet eu também faço desenhos, meu anjo! Vem conhecer um pouco das minhas bonequinhas de Vênus, saber como tudo começou e qual vai ser o meu novo projeto! (:

 


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A sensação de beirar os 27 anos

Vida

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O conceito de maturidade é muito amplo, e um pouco nebuloso – porque eu acredito que cada pessoa tem uma régua interna sobre o que pode ser uma atitude madura ou não.

Eu acho que a primeira coisa que pra mim define o que é maturidade, é o fato de a pessoa começar a perceber o que funciona e o que não funciona pra ela – por mais que funcione pra todos os outros mortais.

E esses dias eu me peguei pensando sobre isso, pensando sobre coisas que eu fazia e adorava fazer, mas que hoje já meio que não cabem no meu estilo de vida, rotina – tanto no aspecto físico quanto no mental e emocional, haha. E essas coisas são:

1.LITRÃO

Quando eu tinha aí uns 21, 22 anos, a coisa que eu MAIS GOSTAVA de fazer na minha vida era ir pra qualquer bar – de preferência o mais barato – pedir aquele litrão, encher o copo de todos os amigos e beber cerveja baratinha a noite inteira. Não sei o que aconteceu no meio do caminho, mas o meu corpo começou a rejeitar o litrão. As últimas vezes que eu fiz esse tipo de rolet, eu fiquei super empapuçada,  indo no banheiro de 15 em 15 min e acordei no dia seguinte completamente destruída. Peguei bode até do gosto, sabe? Eu tô muito longe de ser uma pessoa que aprecia cervejas artesanais, mas eu prefiro mil vezes por exemplo, beber duas heinekens, que acho uma cerveja que se paga melhor, no sentido de ser mais gostosinha e encorpada. Hoje eu fico “alta” mais rápido, não preciso beber muito e não fico indo no banheiro. Acho o maior custo benefício.

2. TINDER

Eu já usei muuuuuito o Tinder, já saí com muitas pessoas do Tinder, conheci gente que eu tenho amizade aí até hoje, e eu sei que é um app que funciona sim pra conectar pessoas, tenho amigos próximos que até casaram com pessoas que encontraram pelo Tinder. Para mim não funciona em relação a encontrar uma pessoa pra ter um relacionamento, porque o Tinder a primeira vista, só pode oferecer a foto e alguns poucos gostos pessoais da pessoa. Percebi que o meu critério de beleza não é muito confiável, as pessoas que eu acho bonitas, não necessariamente são as pessoas que eu quero me relacionar, ou até mesmo sair. Já saí com muitos caras usando esse critério errado, e eram pessoas que não tinham simplesmente NADA a ver comigo. O que mais importa pra mim, nem que seja num encontro breve, de uma noite, é pelo menos ter alguma química com a pessoa e não é sempre que bate essa química. Mesmo que vc sinta afeição pela pessoa conversando pelo app, pelo whats, por ligação, é diferente de estar perto e só estando perto pra saber. Então eu acho que o Tinder acaba oferecendo a mesma coisa que a vida real, só que na vida real as coisas são mais diretas e mais intensas – até pq na maioria das vezes as conversas do Tinder morrem do nada, a pessoa some, é muita banalização do ato de se relacionar. É um horror!  Acho que eu já usei muito e não tenho mais paciência.

3. SOFRIMENTO PRA SER LINDA

Outra coisa que eu me desapeguei nesses últimos anos foi aquela vaidade que passa por cima de qualquer coisa. Eu sou uma pessoa vaidosa, gosto de me cuidar, gosto de estar bonita, me sentir bonita, mas se eu tiver que sofrer pra ficar mais bonita, eu não faço. Salto alto é uma coisa que eu não uso. A última vez que eu usei salto, foi no casamento da minha prima, no começo do ano passado. Eu só uso salto em casamento mesmo, pq não tem outra opção, nem na minha formatura eu usei salto, desci as escadas do salão descalça com o sapato na mão. Não tenho mais feito nada no cabelo que possa agredir meu cabelo. Quem me conhece sabe que eu já tive cabelo de todas as cores, de todos os jeitos, já descolori muito, já fiz progressiva pra caramba, hoje eu já entendo mais do meu cabelo, já sei que ele não vai ficar bonito se eu maltratar ele. Assim como também não penso em fazer nenhuma cirurgia plástica, ou qualquer tratamento que traga alguma agressão pra mim.

4. APRENDER A DIZER NÃO

Eu tenho pavor de ser vista como uma pessoa desagradável, acho que é meu ascendente em leão. Eu sempre fui dessas que emprestava dinheiro e não aceitava quando a pessoa queria me devolver, patrocinava comes e bebes pra galera, fazia favores ou coisas realmente grandiosas, que muitas vezes eu não queria ou não podia fazer, mas fazia pra manter a boa vizinhança. Só que eu aprendi que essas coisas acabam custando caro, muitas vezes literalmente porque seu dinheiro vai embora e outras porque você vai se perdendo das suas reais necessidades pra atender os outros, e acaba criando uma insatisfação quase insuportável com você mesma. Você acha que está se abrindo pros outros, quando na verdade você tá se fechando ali na sua vaidade, no seu medo, na boa imagem que você quer passar. Não acho que a gente tenha que parar de ser gentis e ser mais egoístas, longe disso, mas acho que aprender a dizer não pras pessoas, até fortalece os laços, a intimidade, porque a pessoa sabe realmente quando pode e quando não pode contar com você – e automaticamente vai impor os limites dela também, o que é muito saudável.

5. ENTENDER QUE PROBLEMAS EXISTEM.

E tudo bem.

E pra você, o que é estar madura ou em uma nova fase?

 


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