Desistir pra resistir

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Esses dias andei pensando sobre minhas qualidades. Difícil, né? Pensar sobre as qualidades de pessoas próximas é sempre tão mais fácil.

Lembrei que nunca fui a melhor aluna da classe, nem sou tão #plena quanto aparento ser nas fotos do meu Instagram.

Minha fofura – ou a falta dela – depende um pouco da quinzena do mês, e muitas vezes me falta coragem para fazer coisas que para outras pessoas são muito simples.

Mas uma coisa que me orgulho – além de não ser nem um pouco fresca com comida, sério eu como qualquer coisa e até falo sobre esse dom em entrevistas de emprego – é de ser uma pessoa resistente. É muito difícil me dobrar.

E isso não é sobre ser cabeça-dura, ~capricorniana~, dona da razão, mas sobre saber se reinventar diante de qualquer crise. Consigo passar por fases ruins sem perder meu humor, deixar coisas que eu amo irem embora e descobrir coisas novas para amar, consigo chorar muito e voltar a trabalhar feliz em menos de 15 minutos.

Exploro a cidade em busca de coisas, pessoas, lugares, sensações, comidas, experiências que me façam sentir bem. Eu sei onde me encontrar.

E se o mundo realmente estiver contra mim, eu me dobro, escorrego, reclamo, tropeço. Mas a verdade é que raras vezes me deixo cair por completo – acho que meu inconsciente sabe que se eu me deixar cair vai me dar ainda mais trabalho para levantar e vamos evitar trabalho desnecessário, né? haha

Se eu cair, eu levanto rapidinho. Essa sou eu e minha maior qualidade.

<3 

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A dica rápida que vai resolver todos os seus problemas

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Tirando o pequeno exagero acerca desse título (que foi mesmo pra chamar sua atenção e te encontrar aqui, risos), tenho SIM uma dica que pode te ajudar a resolver boa parte daqueles probleminhas chatos do dia a dia.

Você tá passando por alguma questão, seja ela amorosa, financeira, social (não sei se problemas de saúde entrariam aqui porque já são um pouco mais complexos e eu não quero carregar essa responsabilidade, não, não hoje Faro), algo que esteja te incomodando, te trazendo medo, raiva, angústia, ciúmes, ansiedade, tristeza, culpa?

Saiba que qualquer tipo sofrimento que se encontre no seu coraçãozinho agora, está lá por causa do seu ego. O ego é um monstrinho que tem relação com a imagem que a gente projeta para as outras pessoas à nossa volta. Ele não sobrevive sem os nossos conflitos internos, e logo se aproveita de qualquer situação desfavorável pra crescer, aparecer e fazer tudo desmoronar dentro da gente.

Você não consegue viver o presente.

Pode reparar: se você está com algum problema, é porque sua mente está vivendo no passado – lembrando de coisas não tão bacanas que aconteceram há pouco ou muito tempo e te levaram a tal situação –  OU você está vivendo no futuro – com medo do que está por vir em breve ou a longo prazo.

A partir do momento que você se desapega do seu ego e se conecta com o presente, com o AQUI – AGORA, com o seu corpo, sua energia, a atividade que você está fazendo nesse exato momento (tipo ler esse texto) – você percebe que os problemas simplesmente não existem. Bem, pelo menos não exatamente aqui e agora!

Ao se desapegar do seu ego e se conectar com a sua verdadeira essência você se eleva, expande sua consciência e ganha uma visão mais realista e clara dos acontecimentos como eles realmente são. De repente, você percebe que um problemão nem merece ser tão “ão” assim. Conectada com a sua essência e com o momento presente, você consegue dar o peso certo para cada questão. Quanto maior a sua consciência e a sua conexão com o presente, menor o problema. 

E como praticar esse desapego do ego, viver o presente com intensidade e esquecer todos os problemas?

Encontrando o seu verdadeiro poder, aquele que vem de dentro e que só você sabe onde está. Abrindo a cabeça, o coração, permitindo que a vida entre em você. Uns conseguem essa luz através da meditação, outros através de outras atividades que proporcionam o autoconhecimento e a aproximação da essência.

Reconheço que essa busca não é tão simples, nem tão fácil. Mas a dica em si foi rápida, vai?

 

Juli Batah!  

Tour pelo meu Bullet Journal/ Planner 2018

Abri as portas do meu bullet journal / planner pra você entrar, se esbaldar, se inspirar e fazer o seu. Vamos organizar esse mundo, começando pelas nossas vidas, né bbs?

 

Gostou? Se inscreve lá no canal pra dar uma forcinha! :)

A monogamia é uma startup

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Antes de começar esse texto, gostaria de falar que eu “meio que” voltei a escrever. Então, “Oi!” de novo, se você me acompanha por aqui e sentiu saudades.

Nos últimos meses fiquei mais focada no meu canal do YouTube, basicamente só produzindo vídeos – que foram durante um tempo a minha principal fonte de criação. Mas meu computador deu um pau louco! Ele continua funcionando pra muitas coisas, como entrar na internet, escrever posts, jogar paciência (mentira) e ouvir música, mas é só abrir o programa de edição de vídeos pra ele se travar todo. Interpretei esse infortúnio como um sinal do universo pra que eu voltasse a escrever, então cá estou! Pelo menos até o meu pczão voltar da UTI.

Bom, dia desses entre um drink e outro na Paulista, um amigo meu – que hoje vai ficar sem nome mesmo pra não se encrencar com terceiras – me disse: “Olha, Ju… Apesar de estar namorando com uma só moça, sei que sou poligâmico. E isso realmente me incomoda.” Dei um golão mais demorado que o normal no meu mojito pra tentar assimilar a ideia a tempo de ter uma resposta. Não tive. Nunca refleti muito sobre esse assunto, porque pra mim a monogamia é natural. Não sinto um grande esforço em ter que praticá-la.

Chegando em casa fui pesquisar mais a fundo e achei diversas matérias e estudos em ˜Universidades de Oxfords˜ que defendem opiniões multifacetadas sobre a monogamia. Uns defendem que somos naturalmente poligâmicos assim como outros mamíferos e que a monogamia é apenas uma construção da nossa sociedade. Outros dizem que só não somos mais poligâmicos porque somos mais racionais. De certa forma, nossa evolução teria nos trazido a necessidade de pertencer a um só par. Li até que pinguins traem pra caramba. Realmente encontrei muita informação.

Então achei esse vídeo maravilhoso da Monja Coen, falando sobre a monogamia da perspectiva budista. Eu confio muito no budismo, concordo com quase todas as crenças do budismo, na dúvida sempre vou pesquisar no budismo. Quero um dia ser tão praticante como sou interessada por essa religião.

No vídeo, uma das coisas mais interessantes e irônicas que ela diz, é que “ser monogâmico é libertador” – e eu concordo muito.

Respeito todo o tipo de amor, seja ele monogâmico, poligâmico, aberto, fechado. Fico feliz que as pessoas têm encontrado alternativas diferentes para viver o afeto – quanto mais amor no mundo melhor. Mas pessoalmente gosto de ser monogâmica porque pra mim é um formato que funciona. Claro: sou um ser humano e mesmo estando em um relacionamento fixo com alguém, sinto sim atração por outras pessoas. Mas não sinto necessidade de ficar com elas. Não é um desejo latente, que me domina e precisa ser saciado.

É tipo “Olha que gracinha esse cara”, e depois de dois longos scrolls no feed do Instagram – já esqueci o rosto. Como eu escrevi nesse outro post – na resenha de um livro que li ano passado – podemos experimentar o amor com várias pessoas durante um só dia, através de um olhar, um sorriso, uma palavra delicada. Mas é tão gostoso ter um só alguém pra se aprofundar. Pra se transbordar. Pra mim, ter uma parceria de peso com uma pessoa é muito mais significativo do que dar uns beijinhos por aí.

Também não vejo muito motivo em me relacionar com uma pessoa se não for pra construir algo grande com ela. Esse papo de “a gente só está se curtindo” eu acho meio papinho. Será que relacionamentos poligâmicos não acabam sendo um pouco mais superficiais? Imagino que se eu tentasse me envolver profundamente com várias pessoas – realmente não teria mais tempo pra ir na academia.

Também não podemos esquecer que existe vida fora dos relacionamentos. Se queremos beijos de várias bocas diferentes e sarradas aleatórias, podemos chamar isso de “estar solteira”, né? Qual a sua opinião sobre esse assunto? Comenta aqui no post!

E finalizando: costumo ver as nossas relações amorosas um pouco como as relações profissionais. Se a gente, por exemplo, está abrindo uma empresa e colocando todas as nossas energias nela ao lado de um sócio que compartilha dessa construção com a gente, precisamos abrir outras “emprezinhas” menores no meio do caminho? Precisamos de outros investidores que desequilibrem aquele 50/50 da sociedade?

Como a própria Monja pontua: relacionamentos abertos também podem trazer muitos problemas. Mas de novo: cada um vive a vida como quer e toda forma de amor é válida – desde que fique tudo combinadinho entre as todas partes. O que não vale é ficar sofrendo caladx em um formato de relacionamento que você não acredita.

– E não falem que a nossa geração não tem foco, ok? A poligamia existe desde que o mundo é mundo, plmdds!

Juli Batah ♡