Slow Bloggin mode ON

Vida

>> Comecei meu blog por amor, porque sempre adorei me expressar através da escrita e das minhas ilustrações (que muitas vezes até saem meio estranhas, mas é uma estranheza que eu gosto, hihi).

Até que chegaram os “vilões” da internet (que na verdade não são tão vilões assim, depende do quanto você sabe lidar com eles): os números, algorítmos e estatísticas. Eles são tipo aquela turminha popular da faculdade, podem ser ótimos amigos mas só quando você já os conhece bem.

E aí eu me senti pressionada, porque um “ofício” que pra mim era quase poético (até levava um caderninho comigo pela cidade para anotar coisas engraçadas que eu via ou frases inspiradoras que me baixavam – me recusava a usar o bloco de notas do celular haha), acabou se tornando uma busca incessante por números e likes.

Eu me via acordando de manhã e, antes mesmo de tomar café (mentira, sou uma ameba antes de tomar café – talvez eu seja depois de tomar também) – já checava os números de todas as redes e separava pautas que eu nem queria abordar, mas que eram assuntos quentes e que se eu não falasse poderia ficar para trás de outros blogs. Bateu aquele desânimo, aquele ranço, aquela vontade de jogar tudo pro alto. E foi assim que o vamospravenus.com acab…. MENTIRA!! Pode pegar um drink e relaxar porque esse blog não acaba, minha irmã! A nossa força tá na essência.

Por isso tô voltando a buscar aquela motivação que me levou a escrever os meus primeiros textos no blog e vou trabalhar de uma nova forma agora, através do *slow bloggin* – achei esse termo chiquérrimo – que significa algo como “bloggar de forma mais lenta” e nada mais é do que postar quando der vontade, quando for verdadeiro.

Acho que a minha escolha por fazer mais zines agora – e postar mais no correio, hehe, piada boba – já veio dessa ideia de mudar de ritmo e fazer as coisas com mais (c)alma. Dessa forma, vocês não ficam sendo metralhadxs com 13.849 textos vazios e desalmados todos os dias (de caótica, já basta a nossa cidade, né mores?), e quando estiverem lendo um texto meu saberão que cada uma daquelas palavras veio do fundo do meu coração. 💛

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Cadê vocês?

Vida

Eu fiquei um tempo fora do ar aqui no blog e como sou uma blogueira muito desnaturada, acabei deixando muita gente que me acompanhava por aqui, gente que amava tudo o que eu escrevia. Onde vocês estão agora? Sugiro que as seguidoras mais apaixonadas se manifestem pra eu saber que vocês estão me acompanhando!! <3 Podem me procurar no Insta @vamospravenus e me mandar um direct “Oi, eu adoro seu blog!” – até poderia ser só um OI, mas como meu Insta anda meio flopado e basicamente só minha mãe curte e comenta meus posts, não vou ligar de receber o amor de vocês também! <3

#SÓVEM!!


Como comprar um sapato que você nunca vai usar?

Vida

No tutorial de hoje você vai aprender, riqueza!

Faz algum tempo que limitei minha relação com o salto alto a eventos extremamente formais de grande porte, como casamentos, formaturas, batizados & bodas de ouro, simplesmente porque meus pés não suportam todas as minhas curvas em alguns centímetros de apoio no chão – e não vou discutir essa pauta com eles.

Ainda assim, sou aquela pessoa que: a) com 40min de festa procura uma cadeira pra sentar e passa o resto da noite só levantando os braços pra fingir que está curtindo “valeu a pena, ê ê” – sério, 2019 e não sei porquê essa música ainda toca nas festas – ou b) com 40min de festa já tira o sapato e pisa no primeiro copo de vidro estourado no chão, ocasionando aí um pequeno stress pra familia & amigos da formanda.

Consegui criar uma relação confortável com os meus sapatos. Literalmente falando, no caso.

Tive sorte. Sou uma pessoa de pouquíssimos amigos e eles não são tão jovens para se formar na faculdade, nem tão velhos para fazer bodas. A esperança daquele único par de sapatos azuis de salto 10cm no meu guarda-roupa era que rolasse algum casamentinho ou nascimento para finalmente sair do armário mas, olha só, meus amigos também não são do tipo que se casam ou têm filhos e por um momento concluí que nunca mais precisaria usar salto na vida.

Pausa indignada: não entendo como é possível alguém morar em São Paulo e andar de salto!

As ruas de São Paulo são esburacadas (estando ou não em obras), fica tudo escorregadio quando chove – e chove quase todo dia – e existe uma multidão de pessoas correndo pra lá e pra cá nas grandes avenidas, muitas vezes você nem precisa ser maratonista pra chegar aonde quer, a massa de pessoas te leva. Quem nunca chegou em um lugar e pensou: ué, como cheguei aqui? Poisé. Fora o piso em lugares fechados, muitas vezes com frestas e furinhos, você pode ficar facilmente enganchada pra sempre: “Gente, fiquei presa aqui” você diz enquanto as pessoas que estavam com você se distanciam cada vez mais olhando para as telas de seus celulares. Se você mora em São Paulo e usa salto na sua rotina, eu nem tenho o que falar amiga, só te dar os parabéns mesmo sua guerreirona.

Perigo!!!!

Onde mora o perigo: misteriosamente o salário cai bem no dia que a gente passa na frente da Schutz e vê um salto de animal print que super vai combinar com todas as nossas roupas e essa nova pessoa que estamos planejando ser. Aff! Você tenta enganar a si mesma: “esse salto é mais baixo que os outros”, “salto mais grossinho dói menos”, “eu amadureci de um ano pra cá, estou numa outra fase” e (insira aqui a sua desculpa deslavada favorita para comprar um salto que você amou e sabe que nunca vai usar). E aí a gente compra, esquecendo de todos os probleminhas citados acima.

Bom, esse não é um texto que visa ajudar você a nunca mais cair nas garras de um sapato de onça na vitrine da Schutz. É apenas um texto explicativo para que algumas pessoas do meu convívio entendam o porquê eu continuo comprando sapatos de salto sem a menor intenção de usá-los.

-Me segue no insta! @vamospravenus

Juli Batah <3

Desistir pra resistir

Vida

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Esses dias andei pensando sobre minhas qualidades. Difícil, né? Pensar sobre as qualidades de pessoas próximas é sempre tão mais fácil.

Lembrei que nunca fui a melhor aluna da classe, nem sou tão #plena quanto aparento ser nas fotos do meu Instagram.

Minha fofura – ou a falta dela – depende um pouco da quinzena do mês, e muitas vezes me falta coragem para fazer coisas que para outras pessoas são muito simples.

Mas uma coisa que me orgulho – além de não ser nem um pouco fresca com comida, sério eu como qualquer coisa e até falo sobre esse dom em entrevistas de emprego – é de ser uma pessoa resistente. É muito difícil me dobrar.

E isso não é sobre ser cabeça-dura, ~capricorniana~, dona da razão, mas sobre saber se reinventar diante de qualquer crise. Consigo passar por fases ruins sem perder meu humor, deixar coisas que eu amo irem embora e descobrir coisas novas para amar, consigo chorar muito e voltar a trabalhar feliz em menos de 15 minutos.

Exploro a cidade em busca de coisas, pessoas, lugares, sensações, comidas, experiências que me façam sentir bem. Eu sei onde me encontrar.

E se o mundo realmente estiver contra mim, eu me dobro, escorrego, reclamo, tropeço. Mas a verdade é que raras vezes me deixo cair por completo – acho que meu inconsciente sabe que se eu me deixar cair vai me dar ainda mais trabalho para levantar e vamos evitar trabalho desnecessário, né? haha

Se eu cair, eu levanto rapidinho. Essa sou eu e minha maior qualidade.

<3