Não olhe para o espelho: olhe para dentro!

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Esses dias eu andei pensando sobre o conceito de liberdade porque bateu uma badzinha. Essa bad foi meio que uma sensação de estar sendo engolida pelo mundo, de me sentir presa a alguma coisa que eu não sei bem o que é, sem conseguir alcançar o que eu quero. E refletindo e conversando com amigos, acabei percebendo que muitas dessas questões estavam relacionadas ao fato de eu trabalhar mais o meu olhar pra fora, pro que acontece ao meu redor, pras outras pessoas, pras tantas informações que eu recebo diariamente, e pouco pra dentro de mim, pras minhas reais vontades e necessidades.

Acho que apesar do que possa parecer, ser livre tem menos a ver com o domínio que você tem em relação as coisas que te cercam e mais a ver com o domínio que você tem sobre as coisas que estão dentro de você, da sua mente, do seu corpo, das suas emoções. Ser livre é conseguir olhar pra dentro e ter um certo controle de si mesma.

Às vezes a gente entra na loucura de, trabalhar pra caramba, ficar imersa nas redes sociais recebendo uma cacetada de informações irrelevantes, sai de um relacionamento e logo entra em outro, tenta muito passar uma determinada “imagem” pra alguém, e com tudo isso a gente não só esquece mas perde um pouco a capacidade de parar, olhar pra dentro, tentar entender onde você está, o que está acontecendo.

Uma forma de olhar pra dentro é praticar a meditação. Outra, é sair por aí sozinha atrás das coisas que você acredita que vão te fazer feliz, e pode ser no sentido mais amplo, ou mesmo literalmente, sair sozinha, almoçar no seu lugar favorito, se dar esse tipo de presente sem se importar com que os outros vão pensar de você – aliás, essa é uma questão a ser lembrada também, a gente tem que encontrar alguma forma de parar de se importar com o que as pessoas pensam. É engraçado porque muitas dessas pessoas que a gente se preocupa em passar uma imagem, de repente, são pessoas que a gente nunca mais vai ver.

O que você faz para se sentir melhor com você mesma?


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Um rolê pelas minhas ilustrações / zines!

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OIÊ!

Além de escrever e fazer vídeos pra internet eu também faço desenhos, meu anjo! Vem conhecer um pouco das minhas bonequinhas de Vênus, saber como tudo começou e qual vai ser o meu novo projeto! (:

 


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A sensação de beirar os 27 anos

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O conceito de maturidade é muito amplo, e um pouco nebuloso – porque eu acredito que cada pessoa tem uma régua interna sobre o que pode ser uma atitude madura ou não.

Eu acho que a primeira coisa que pra mim define o que é maturidade, é o fato de a pessoa começar a perceber o que funciona e o que não funciona pra ela – por mais que funcione pra todos os outros mortais.

E esses dias eu me peguei pensando sobre isso, pensando sobre coisas que eu fazia e adorava fazer, mas que hoje já meio que não cabem no meu estilo de vida, rotina – tanto no aspecto físico quanto no mental e emocional, haha. E essas coisas são:

1.LITRÃO

Quando eu tinha aí uns 21, 22 anos, a coisa que eu MAIS GOSTAVA de fazer na minha vida era ir pra qualquer bar – de preferência o mais barato – pedir aquele litrão, encher o copo de todos os amigos e beber cerveja baratinha a noite inteira. Não sei o que aconteceu no meio do caminho, mas o meu corpo começou a rejeitar o litrão. As últimas vezes que eu fiz esse tipo de rolet, eu fiquei super empapuçada,  indo no banheiro de 15 em 15 min e acordei no dia seguinte completamente destruída. Peguei bode até do gosto, sabe? Eu tô muito longe de ser uma pessoa que aprecia cervejas artesanais, mas eu prefiro mil vezes por exemplo, beber duas heinekens, que acho uma cerveja que se paga melhor, no sentido de ser mais gostosinha e encorpada. Hoje eu fico “alta” mais rápido, não preciso beber muito e não fico indo no banheiro. Acho o maior custo benefício.

2. TINDER

Eu já usei muuuuuito o Tinder, já saí com muitas pessoas do Tinder, conheci gente que eu tenho amizade aí até hoje, e eu sei que é um app que funciona sim pra conectar pessoas, tenho amigos próximos que até casaram com pessoas que encontraram pelo Tinder. Para mim não funciona em relação a encontrar uma pessoa pra ter um relacionamento, porque o Tinder a primeira vista, só pode oferecer a foto e alguns poucos gostos pessoais da pessoa. Percebi que o meu critério de beleza não é muito confiável, as pessoas que eu acho bonitas, não necessariamente são as pessoas que eu quero me relacionar, ou até mesmo sair. Já saí com muitos caras usando esse critério errado, e eram pessoas que não tinham simplesmente NADA a ver comigo. O que mais importa pra mim, nem que seja num encontro breve, de uma noite, é pelo menos ter alguma química com a pessoa e não é sempre que bate essa química. Mesmo que vc sinta afeição pela pessoa conversando pelo app, pelo whats, por ligação, é diferente de estar perto e só estando perto pra saber. Então eu acho que o Tinder acaba oferecendo a mesma coisa que a vida real, só que na vida real as coisas são mais diretas e mais intensas – até pq na maioria das vezes as conversas do Tinder morrem do nada, a pessoa some, é muita banalização do ato de se relacionar. É um horror!  Acho que eu já usei muito e não tenho mais paciência.

3. SOFRIMENTO PRA SER LINDA

Outra coisa que eu me desapeguei nesses últimos anos foi aquela vaidade que passa por cima de qualquer coisa. Eu sou uma pessoa vaidosa, gosto de me cuidar, gosto de estar bonita, me sentir bonita, mas se eu tiver que sofrer pra ficar mais bonita, eu não faço. Salto alto é uma coisa que eu não uso. A última vez que eu usei salto, foi no casamento da minha prima, no começo do ano passado. Eu só uso salto em casamento mesmo, pq não tem outra opção, nem na minha formatura eu usei salto, desci as escadas do salão descalça com o sapato na mão. Não tenho mais feito nada no cabelo que possa agredir meu cabelo. Quem me conhece sabe que eu já tive cabelo de todas as cores, de todos os jeitos, já descolori muito, já fiz progressiva pra caramba, hoje eu já entendo mais do meu cabelo, já sei que ele não vai ficar bonito se eu maltratar ele. Assim como também não penso em fazer nenhuma cirurgia plástica, ou qualquer tratamento que traga alguma agressão pra mim.

4. APRENDER A DIZER NÃO

Eu tenho pavor de ser vista como uma pessoa desagradável, acho que é meu ascendente em leão. Eu sempre fui dessas que emprestava dinheiro e não aceitava quando a pessoa queria me devolver, patrocinava comes e bebes pra galera, fazia favores ou coisas realmente grandiosas, que muitas vezes eu não queria ou não podia fazer, mas fazia pra manter a boa vizinhança. Só que eu aprendi que essas coisas acabam custando caro, muitas vezes literalmente porque seu dinheiro vai embora e outras porque você vai se perdendo das suas reais necessidades pra atender os outros, e acaba criando uma insatisfação quase insuportável com você mesma. Você acha que está se abrindo pros outros, quando na verdade você tá se fechando ali na sua vaidade, no seu medo, na boa imagem que você quer passar. Não acho que a gente tenha que parar de ser gentis e ser mais egoístas, longe disso, mas acho que aprender a dizer não pras pessoas, até fortalece os laços, a intimidade, porque a pessoa sabe realmente quando pode e quando não pode contar com você – e automaticamente vai impor os limites dela também, o que é muito saudável.

5. ENTENDER QUE PROBLEMAS EXISTEM.

E tudo bem.

E pra você, o que é estar madura ou em uma nova fase?

 


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E o amor próprio, cadê?

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Um pouco cansada de ler a palavra “amor” apenas em romances, textos filosóficos de blogs e aplicativos de relacionamentos, entrei numa livraria e perguntei para o vendedor se ele conhecia algum livro que tratasse desse tema de uma forma mais científica.

Ele logo me recomendou o livro “Amor, 2.0 – A Ciência através dos relacionamentos”. Já aproveito esse parágrafo pra deixar aqui a minha recomendação: leia esse livro! É maravilhoso.

 Hoje não vou entrar muito a fundo nos detalhes que o livro aborda – até porque não quero dar spoilers. No geral, ele é dividido em duas partes: a primeira fala um pouco sobre como esse sentimento vai se estabelecendo e se desenvolvendo fisicamente entre pessoas – têm toda uma explicação científica sobre o que acontece no nosso corpo quando estamos experimentando momentos de amor, entre outras curiosidades muito interessantes – e na segunda parte, ele propõe alguns exercícios práticos para que a gente possa desenvolver mais momentos de amor em nossas vidas e proporcionar amor às outras pessoas.

Fiz um vídeo falando mais sobre esse livro, vem ver aqui! <3 

Em dado momento, o livro fala um pouco sobre amor próprio. Sobre como é impossível criar conexões amorosas com outras pessoas, se não estamos conectadas a nós mesmas e se o nosso amor próprio não está sólido o suficiente para que a gente crie momentos de amor com os outros.

Em contrapartida, o livro destaca que estamos confundindo o conceito de amor-próprio com egoísmo, com voltar a atenção somente para si. Hoje podemos encontrar muitos textos por aí com dicas para ter mais autoestima, mas muitos deles perdem um pouco a mãozinha e chegam em uma linha de pensamento muito individualista.

 É preciso ter uma certa delicadeza para falar com o nosso interior. Amor próprio tem mais a ver com reconhecer seus feitos com leveza e ser menos exigente consigo mesma, e menos a ver com esse conceito de independência, de colocar banca – que pode nos atrapalhar na hora de criar conexões profundas com as pessoas.

E como praticar atitudes que fortalecem o amor próprio? O livro dá uma dica de ouro: O primeiro passo é parar de dar ouvidos às nossas vozes limitadoras internas. Sabe quando você dá uma bola fora e logo pensa “Nossa, como sou burra!”? Experimente trocar esse pensamento por “Sou humana, posso errar, acontece né?”.

Uma outra dica é não se comparar com as outras pessoas. Pesquisas já provaram que todos os seres humanos experimentam, já experimentaram ou ainda vão experimentar momentos de inveja. Não adianta: quando a miga tá com a pele mais bonita que a sua é natural você sentir que você não é agraciada pela natureza, pela genética ou pelo dinheiro, haha. Mas lembra da dica anterior? Não trate a si mesma com dureza e não se compare com as outras pessoas. Cada uma tem suas batalhas, tão importantes quanto às suas.

E não custa enaltecer o básico: cuide de você! Cuide do seu cabelo, da sua pele, do seu corpo, do seu espírito, da sua mente! Faça o que tiver que fazer pra se sentir bem, seja tomar um suco de couve pela manhã ou se acabar na pipoca de cinema no sábado à noite.

Falo muito lá no meu canal sobre essas coisinhas pequenas que podemos fazer na rotina pra aumentar o nosso carinho por nós mesmas e fiz um vídeo no evento da GLAMBOX, lá no Jacques Janine, onde ganhei hidratação no cabelo, massagem e produtos incríveis. Um combo de relaxamento e beleza que me fez sentir ainda mais maravilhosa comigo mesma. Vem dar esse passeio comigo!

 


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