As drags que vão fazer o seu rolet!

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Quem acompanha as minhas postagens de música aqui no blog sabe o quanto eu sou eclética, e o quanto parece que cada uma dessas playlists foi feita por uma pessoa diferente! haha

Isso não significa que eu não tenho uma opinião sobre música. Só que minha opinião é um pouco mais passiva, e me permite estar aberta a todos os estilos sem me prender a nenhum. Por que mesmo a gente tem que gostar só de um gênero? Cada um deles têm um espacinho na minha vida – e ok, posso ser uma bitch musical.

Mas bato nessa tecla hoje porque eu já fui muito de “ai, não ouço sertanejo” / “ai não suporto  funk” – e esse pensamento, na verdade é bem trouxa. Porque o meu gosto por clássicos do samba, ou por bandas de rock não exclui a possibilidade que eu me divirta muito com minhas amigas descendo a raba até o chão ao som de Mulher Pepita.

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Claro que se você realmente não suporta um estilo específico – tudo bem! Mas queria que você soubesse que a gente ganha muito quando se liberta de preconceitos bobos – esses que a gente acha que não são preconceitos e sim preferências, ainda podem ser preconceitos disfarçados de preferências. Entendeu?

E essa quebra de paradigmas que proponho aqui não se resume à música. É uma quebra de conceitos pré estabelecidos, uma quebra do que somos, é uma reinvenção e redescoberta de nós mesmas, com liberdade e diversão. O que btw, tem muito a ver com o conceito de drag.

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ENTÃO sua louquinha, se quiser se livrar de preconceitos comigo, descobrir um novo lado seu e se divertir muito, vem comigo nessa playlist delícia, com as 4 musas do funk drag (esse é o termo certo?) que vem marcando uma nova geração do funk, e trazendo um brilho quase solar pros dias cinzas e frios que estão fazendo aqui em SP.

 

Lia Clark – com as divertidas “Chifrudo” e “Clark Boom”:

 

Gloria Groove – com a letra tombástica de “Império”:

 

Arethuza Lovi – com a make e figurino de “Catuaba”:

 

Pabllo Vittar – com essa sensualidade de “K.O.” “Todo Dia” e “Open Bar”:

 

*Menção Honrosa*

Pabllo fez um feat com Anitta and Major Lazer (de “Lean On”) e a música “Sua Cara” foi divulgada hoje!

 

julibatah


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Sobre momentos presos em músicas e vice-versa

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É um negócio meio doido isso, e já deve ter acontecido com você também.

Outro dia eu entrei num uber e tava tocando R.E.M – não, não é isso que tô dizendo que aconteceu com você, calma – e junto com a música, alguns outros elementos, acho que devia ser o cheiro do banco do carro, o jeito do motorista que lembrava um pouco o do meu primo, entre outros aspectos, me levaram imediatamente para os anos 90, quando eu era criança e eventualmente andava de carro com meus primos mais velhos. Durante uma meia hora (que foi o tempo da viagem), eu voltei pra infância e quando desci foi até meio estranho encarar o presente, nem pior nem melhor, mas muito diferente daquele pequeno lapso de vivência.

O engraçado é que ainda não sei dizer direito o que me fez entrar nessa máquina do tempo. A música realmente ajudou, mas as vezes eu escuto R.E.M e não acontece isso. Enfim, parece mesmo ter sido uma junção de fatores perfeitamente inexplicável.

Tendo isso em mente, fiquei um bom tempo sem ouvir a música”Dreams” do The Corrs, por motivos de: essa música tinha o poder de me levar diretamente para o passado, sem nenhum outro artifício. Não precisava de cheiros, imagens, nada. Só elazinha me transportava para o carro da minha tia, lá em 1998 (eu devia ter uns 7 anos) enquanto a gente esperava minha prima mais velha sair do rolezinho no shopping – toda essa lembrança passando pela minha mente com a velocidade de uma flecha.

E eu não queria perder isso. Essa essência. Economizei durante anos a quantidade de vezes que eu escutava Dreams, pra não “gastar” a música, não deixar ela se misturar com o presente e me fazer perder aquela lembrança tão gostosinha. Mas é aí que a vida surpreeeeeeeende: encontrei um remix (ou seilá como chamam essas edições hoje em dia) de “Dreams”. E não me incomodo de ouvir essa outra versão, porque ela tem um “quê” da década de 2010, e é completamente diferente da original. Então eu posso ouvir esse remix 47 vezes por dia, que a música original ainda estará intacta, guardada a 7 chaves na minha lembrança. E ainda posso acioná-la sempre que quiser fazer uma viagenzinha a 1998.

Você entende isso? Já aconteceu contigo?

É tão claro e tão confuso ao mesmo tempo. Tem músicas que simplesmente te fazem voltar no tempo, mas se você escuta muuuuito, parece que o passado acaba se dissolvendo no presente e tudo fica meio perdido.

Mas enfim, segue esse remix-salvador, que estou ouvindo 47 vezes por dia – porque eu sou assim, quando gosto de uma música escuto ela o dia todo até enjoar!

E aproveitando, vou deixar aqui mais três musiquinhas dançantes-da-modinha, primeiro porque não quero perder a oportunidade de transformar esse post mela-cueca em uma mini-playlist pra você queridx leitorx! E segundo pra facilitar mesmo, amanhã eu quero abrir esse post e já ouvir todas essas músicas de uma vez! <3

 

julibatah


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Playlist Flower Power!

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Essa semana chega a primavera! Isso não muda muita coisa pra quem mora aqui em São Paulo e passa pelas 4 estações do ano todos os dias, mas pra tentar entrar no ~clima~ separei algumas musiquinhas pra gente dançar e se divertir:

 

 

E aí, curtiu? Tem mais alguma sugestão pra incrementar essa listinha? Só mandar nos comentários! :D

 

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20 anos de ‘Wannabe’ e os benefícios de amar as Spice Girls

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A música “Wannabe” das Spice Girls está fazendo 20 anos e eu não podia deixar de fazer pelo menos uma mini-homenagenzinha aqui no blog pra essas minas que me acompanharam na infância, na pré-adolescência (porque na adolescência mesmo rolou uma fase gotik e era mais bonito gostar de Evanescence), e que posso dizer que moldaram meu caráter.

Com 10 anos eu pronunciava a frase GIRL POWER 40x por dia sem imaginar que cada uma dessas letrinhas se infiltraria na minha pele e na minha alma (não, não fiz tatuagem – ainda), me fazendo feminista sem que eu me desse conta. Hoje, com 25 continuo pronunciando essa frase sempre e me pergunto – será que uma coisa teve a ver com a outra?? Ter crescido na cultura GRL PWR pode ter me tornado mais feminista do que eu seria sem ter estado imersa em tudo isso? Talvez!

E o que elas deixaram vai além do feminismo. É sobre ser quem você é, ou quem você quer ser 9foda-se!). É sobre liberdade. E sororidade (escorreu uma lágrima aqui).

Eu poderia continuar escrevendo muito sobre as Spice Girls aqui, mas as vezes, quando um assunto é muito muito muito foda, eu travo. Tipo, vou querer fazer um texto tão perfeito sobre elas que não vou conseguir fazer texto nenhum, e depois vou ficar chorando ouvindo Viva Forever com um pote de 2L da Kibon. Até porque eu não tive as bonecas da Spice, e a fita do filme Spice Word – que eu alugava na locadora todo final de semana- e tudo isso ainda me entristece muito.

Então fico por aqui, e deixo as músicas que mais fizeram meu rolê, principalmente naquela fase em que os peitos começam a crescer e você pensa “tá esquisito isso aqui” – mas que ainda fazem meu rolê até hoje. <3

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