O amor é matemático. Praticamente um Isaac Newton.

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Cabe começar esse texto alertando que estamos falando do amor romântico, não aquele amor genuíno que sentimos por familiares, amigos e pelo garçom que sempre dá o que sobrou da garrafa de cachaça num copinho à parte pra você. Estamos falando do amor “de casal”, seja homo ou hétero.

Demorei muito pra entender o que significa esse tipo de amor, porque sempre criei muita história em cima dele. Sempre achei que era muito complexo, que tinha muitas nuances, formas, que era algo pra se tentar entender. E o que me fez entender o amor na realidade, foi perceber que não tinha o que entender. Olha que irônica essa vida, minha gente!

O amor não é complexo, não é sofrido, não é confuso. Quem sofre de amor: não ama ou não está sendo amado. Uma pessoa que ama, ou ao menos gosta de outra a ponto de querer manter uma relação e estar junto, jamais vai deixar essa dúvida no ar. Todo mundo sabe que vida é curta, a carne é fraca, o relógio tá batendo e quem ama mesmo não tem paciência de esperar. Não hesita, não quer perder, não corre o risco. O risco da pessoa amada ficar na dúvida se está ou não sendo amada. E não há timidez, insegurança ou orgulho que seja maior do que qualquer demonstração de afeto.

Quer um exemplo? Tenho uma amiga que sempre teve problemas de relacionamentos. Seus casos, acasos e descasos eram pautas semanais nas nossas rodas de conversa. Ela falava, a gente tentava aconselhar, ela ficava mais feliz, depois mais triste, mas em geral parecia estar sempre em crise e tentando resolver dilemas com todos os caras que se relacionava.

Até que um dia ela conheceu um cara e não trouxe mais assunto pra gente. Nenhuma questão a ser resolvida. Nenhuma dúvida, nenhuma ânsia por um conselho, nenhuma dificuldade, nenhum aperto, nadinha. Quando a gente perguntava das últimas novidades, ela falava sobre algo que tinha acontecido no trabalho ou sobre aquele bolo de cenoura que queria fazer. E foi com esse mesmo cara que ela se casou. Ela tá bem feliz.

E acredito que seja assim pra todo mundo, ou pelo menos pra muita gente. Se as coisas parecem “meio erradas” é porque realmente elas estão. Não sei se acredito em “pessoa certa”, mas acredito que existem pessoas que por questões de afinidade e química podem agregar mais à nossa vida do que outras. E estar com pessoas assim, nos torna sim mais felizes.

Quando você estiver nesse barco, você vai saber que está. Você e uma outra pessoa estarão remando juntos pra uma mesma direção e não vai ser difícil manter o barco em movimento, pra nenhum dos dois lados.

Porque quando é, é. Quando não é, não é. Simples, como uma continha de 2 + 2.

Juli Batah!

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A dica rápida que vai resolver todos os seus problemas

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Tirando o pequeno exagero acerca desse título (que foi mesmo pra chamar sua atenção e te encontrar aqui, risos), tenho SIM uma dica que pode te ajudar a resolver boa parte daqueles probleminhas chatos do dia a dia.

Você tá passando por alguma questão, seja ela amorosa, financeira, social (não sei se problemas de saúde entrariam aqui porque já são um pouco mais complexos e eu não quero carregar essa responsabilidade, não, não hoje Faro), algo que esteja te incomodando, te trazendo medo, raiva, angústia, ciúmes, ansiedade, tristeza, culpa?

Saiba que qualquer tipo sofrimento que se encontre no seu coraçãozinho agora, está lá por causa do seu ego. O ego é um monstrinho que tem relação com a imagem que a gente projeta para as outras pessoas à nossa volta. Ele não sobrevive sem os nossos conflitos internos, e logo se aproveita de qualquer situação desfavorável pra crescer, aparecer e fazer tudo desmoronar dentro da gente.

Você não consegue viver o presente.

Pode reparar: se você está com algum problema, é porque sua mente está vivendo no passado – lembrando de coisas não tão bacanas que aconteceram há pouco ou muito tempo e te levaram a tal situação –  OU você está vivendo no futuro – com medo do que está por vir em breve ou a longo prazo.

A partir do momento que você se desapega do seu ego e se conecta com o presente, com o AQUI – AGORA, com o seu corpo, sua energia, a atividade que você está fazendo nesse exato momento (tipo ler esse texto) – você percebe que os problemas simplesmente não existem. Bem, pelo menos não exatamente aqui e agora!

Ao se desapegar do seu ego e se conectar com a sua verdadeira essência você se eleva, expande sua consciência e ganha uma visão mais realista e clara dos acontecimentos como eles realmente são. De repente, você percebe que um problemão nem merece ser tão “ão” assim. Conectada com a sua essência e com o momento presente, você consegue dar o peso certo para cada questão. Quanto maior a sua consciência e a sua conexão com o presente, menor o problema. 

E como praticar esse desapego do ego, viver o presente com intensidade e esquecer todos os problemas?

Encontrando o seu verdadeiro poder, aquele que vem de dentro e que só você sabe onde está. Abrindo a cabeça, o coração, permitindo que a vida entre em você. Uns conseguem essa luz através da meditação, outros através de outras atividades que proporcionam o autoconhecimento e a aproximação da essência.

Reconheço que essa busca não é tão simples, nem tão fácil. Mas a dica em si foi rápida, vai?

 

Juli Batah!  

A monogamia é uma startup

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Antes de começar esse texto, gostaria de falar que eu “meio que” voltei a escrever. Então, “Oi!” de novo, se você me acompanha por aqui e sentiu saudades.

Nos últimos meses fiquei mais focada no meu canal do YouTube, basicamente só produzindo vídeos – que foram durante um tempo a minha principal fonte de criação. Mas meu computador deu um pau louco! Ele continua funcionando pra muitas coisas, como entrar na internet, escrever posts, jogar paciência (mentira) e ouvir música, mas é só abrir o programa de edição de vídeos pra ele se travar todo. Interpretei esse infortúnio como um sinal do universo pra que eu voltasse a escrever, então cá estou! Pelo menos até o meu pczão voltar da UTI.

Bom, dia desses entre um drink e outro na Paulista, um amigo meu – que hoje vai ficar sem nome mesmo pra não se encrencar com terceiras – me disse: “Olha, Ju… Apesar de estar namorando com uma só moça, sei que sou poligâmico. E isso realmente me incomoda.” Dei um golão mais demorado que o normal no meu mojito pra tentar assimilar a ideia a tempo de ter uma resposta. Não tive. Nunca refleti muito sobre esse assunto, porque pra mim a monogamia é natural. Não sinto um grande esforço em ter que praticá-la.

Chegando em casa fui pesquisar mais a fundo e achei diversas matérias e estudos em ˜Universidades de Oxfords˜ que defendem opiniões multifacetadas sobre a monogamia. Uns defendem que somos naturalmente poligâmicos assim como outros mamíferos e que a monogamia é apenas uma construção da nossa sociedade. Outros dizem que só não somos mais poligâmicos porque somos mais racionais. De certa forma, nossa evolução teria nos trazido a necessidade de pertencer a um só par. Li até que pinguins traem pra caramba. Realmente encontrei muita informação.

Então achei esse vídeo maravilhoso da Monja Coen, falando sobre a monogamia da perspectiva budista. Eu confio muito no budismo, concordo com quase todas as crenças do budismo, na dúvida sempre vou pesquisar no budismo. Quero um dia ser tão praticante como sou interessada por essa religião.

No vídeo, uma das coisas mais interessantes e irônicas que ela diz, é que “ser monogâmico é libertador” – e eu concordo muito.

Respeito todo o tipo de amor, seja ele monogâmico, poligâmico, aberto, fechado. Fico feliz que as pessoas têm encontrado alternativas diferentes para viver o afeto – quanto mais amor no mundo melhor. Mas pessoalmente gosto de ser monogâmica porque pra mim é um formato que funciona. Claro: sou um ser humano e mesmo estando em um relacionamento fixo com alguém, sinto sim atração por outras pessoas. Mas não sinto necessidade de ficar com elas. Não é um desejo latente, que me domina e precisa ser saciado.

É tipo “Olha que gracinha esse cara”, e depois de dois longos scrolls no feed do Instagram – já esqueci o rosto. Como eu escrevi nesse outro post – na resenha de um livro que li ano passado – podemos experimentar o amor com várias pessoas durante um só dia, através de um olhar, um sorriso, uma palavra delicada. Mas é tão gostoso ter um só alguém pra se aprofundar. Pra se transbordar. Pra mim, ter uma parceria de peso com uma pessoa é muito mais significativo do que dar uns beijinhos por aí.

Também não vejo muito motivo em me relacionar com uma pessoa se não for pra construir algo grande com ela. Esse papo de “a gente só está se curtindo” eu acho meio papinho. Será que relacionamentos poligâmicos não acabam sendo um pouco mais superficiais? Imagino que se eu tentasse me envolver profundamente com várias pessoas – realmente não teria mais tempo pra ir na academia.

Também não podemos esquecer que existe vida fora dos relacionamentos. Se queremos beijos de várias bocas diferentes e sarradas aleatórias, podemos chamar isso de “estar solteira”, né? Qual a sua opinião sobre esse assunto? Comenta aqui no post!

E finalizando: costumo ver as nossas relações amorosas um pouco como as relações profissionais. Se a gente, por exemplo, está abrindo uma empresa e colocando todas as nossas energias nela ao lado de um sócio que compartilha dessa construção com a gente, precisamos abrir outras “emprezinhas” menores no meio do caminho? Precisamos de outros investidores que desequilibrem aquele 50/50 da sociedade?

Como a própria Monja pontua: relacionamentos abertos também podem trazer muitos problemas. Mas de novo: cada um vive a vida como quer e toda forma de amor é válida – desde que fique tudo combinadinho entre as todas partes. O que não vale é ficar sofrendo caladx em um formato de relacionamento que você não acredita.

– E não falem que a nossa geração não tem foco, ok? A poligamia existe desde que o mundo é mundo, plmdds!

Juli Batah ♡

E o amor próprio, cadê?

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Um pouco cansada de ler a palavra “amor” apenas em romances, textos filosóficos de blogs e aplicativos de relacionamentos, entrei numa livraria e perguntei para o vendedor se ele conhecia algum livro que tratasse desse tema de uma forma mais científica.

Ele logo me recomendou o livro “Amor, 2.0 – A Ciência através dos relacionamentos”. Já aproveito esse parágrafo pra deixar aqui a minha recomendação: leia esse livro! É maravilhoso.

 Hoje não vou entrar muito a fundo nos detalhes que o livro aborda – até porque não quero dar spoilers. No geral, ele é dividido em duas partes: a primeira fala um pouco sobre como esse sentimento vai se estabelecendo e se desenvolvendo fisicamente entre pessoas – têm toda uma explicação científica sobre o que acontece no nosso corpo quando estamos experimentando momentos de amor, entre outras curiosidades muito interessantes – e na segunda parte, ele propõe alguns exercícios práticos para que a gente possa desenvolver mais momentos de amor em nossas vidas e proporcionar amor às outras pessoas.

Fiz um vídeo falando mais sobre esse livro, vem ver aqui! <3 

Em dado momento, o livro fala um pouco sobre amor próprio. Sobre como é impossível criar conexões amorosas com outras pessoas, se não estamos conectadas a nós mesmas e se o nosso amor próprio não está sólido o suficiente para que a gente crie momentos de amor com os outros.

Em contrapartida, o livro destaca que estamos confundindo o conceito de amor-próprio com egoísmo, com voltar a atenção somente para si. Hoje podemos encontrar muitos textos por aí com dicas para ter mais autoestima, mas muitos deles perdem um pouco a mãozinha e chegam em uma linha de pensamento muito individualista.

 É preciso ter uma certa delicadeza para falar com o nosso interior. Amor próprio tem mais a ver com reconhecer seus feitos com leveza e ser menos exigente consigo mesma, e menos a ver com esse conceito de independência, de colocar banca – que pode nos atrapalhar na hora de criar conexões profundas com as pessoas.

E como praticar atitudes que fortalecem o amor próprio? O livro dá uma dica de ouro: O primeiro passo é parar de dar ouvidos às nossas vozes limitadoras internas. Sabe quando você dá uma bola fora e logo pensa “Nossa, como sou burra!”? Experimente trocar esse pensamento por “Sou humana, posso errar, acontece né?”.

Uma outra dica é não se comparar com as outras pessoas. Pesquisas já provaram que todos os seres humanos experimentam, já experimentaram ou ainda vão experimentar momentos de inveja. Não adianta: quando a miga tá com a pele mais bonita que a sua é natural você sentir que você não é agraciada pela natureza, pela genética ou pelo dinheiro, haha. Mas lembra da dica anterior? Não trate a si mesma com dureza e não se compare com as outras pessoas. Cada uma tem suas batalhas, tão importantes quanto às suas.

E não custa enaltecer o básico: cuide de você! Cuide do seu cabelo, da sua pele, do seu corpo, do seu espírito, da sua mente! Faça o que tiver que fazer pra se sentir bem, seja tomar um suco de couve pela manhã ou se acabar na pipoca de cinema no sábado à noite.

Falo muito lá no meu canal sobre essas coisinhas pequenas que podemos fazer na rotina pra aumentar o nosso carinho por nós mesmas e fiz um vídeo no evento da GLAMBOX, lá no Jacques Janine, onde ganhei hidratação no cabelo, massagem e produtos incríveis. Um combo de relaxamento e beleza que me fez sentir ainda mais maravilhosa comigo mesma. Vem dar esse passeio comigo!

 


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