Como comprar um sapato que você nunca vai usar?

Vida

No tutorial de hoje você vai aprender, riqueza!

Faz algum tempo que limitei minha relação com o salto alto a eventos extremamente formais de grande porte, como casamentos, formaturas, batizados & bodas de ouro, simplesmente porque meus pés não suportam todas as minhas curvas em alguns centímetros de apoio no chão – e não vou discutir essa pauta com eles.

Ainda assim, sou aquela pessoa que: a) com 40min de festa procura uma cadeira pra sentar e passa o resto da noite só levantando os braços pra fingir que está curtindo “valeu a pena, ê ê” – sério, 2019 e não sei porquê essa música ainda toca nas festas – ou b) com 40min de festa já tira o sapato e pisa no primeiro copo de vidro estourado no chão, ocasionando aí um pequeno stress pra familia & amigos da formanda.

Consegui criar uma relação confortável com os meus sapatos. Literalmente falando, no caso.

Tive sorte. Sou uma pessoa de pouquíssimos amigos e eles não são tão jovens para se formar na faculdade, nem tão velhos para fazer bodas. A esperança daquele único par de sapatos azuis de salto 10cm no meu guarda-roupa era que rolasse algum casamentinho ou nascimento para finalmente sair do armário mas, olha só, meus amigos também não são do tipo que se casam ou têm filhos e por um momento concluí que nunca mais precisaria usar salto na vida.

Pausa indignada: não entendo como é possível alguém morar em São Paulo e andar de salto!

As ruas de São Paulo são esburacadas (estando ou não em obras), fica tudo escorregadio quando chove – e chove quase todo dia – e existe uma multidão de pessoas correndo pra lá e pra cá nas grandes avenidas, muitas vezes você nem precisa ser maratonista pra chegar aonde quer, a massa de pessoas te leva. Quem nunca chegou em um lugar e pensou: ué, como cheguei aqui? Poisé. Fora o piso em lugares fechados, muitas vezes com frestas e furinhos, você pode ficar facilmente enganchada pra sempre: “Gente, fiquei presa aqui” você diz enquanto as pessoas que estavam com você se distanciam cada vez mais olhando para as telas de seus celulares. Se você mora em São Paulo e usa salto na sua rotina, eu nem tenho o que falar amiga, só te dar os parabéns mesmo sua guerreirona.

Perigo!!!!

Onde mora o perigo: misteriosamente o salário cai bem no dia que a gente passa na frente da Schutz e vê um salto de animal print que super vai combinar com todas as nossas roupas e essa nova pessoa que estamos planejando ser. Aff! Você tenta enganar a si mesma: “esse salto é mais baixo que os outros”, “salto mais grossinho dói menos”, “eu amadureci de um ano pra cá, estou numa outra fase” e (insira aqui a sua desculpa deslavada favorita para comprar um salto que você amou e sabe que nunca vai usar). E aí a gente compra, esquecendo de todos os probleminhas citados acima.

Bom, esse não é um texto que visa ajudar você a nunca mais cair nas garras de um sapato de onça na vitrine da Schutz. É apenas um texto explicativo para que algumas pessoas do meu convívio entendam o porquê eu continuo comprando sapatos de salto sem a menor intenção de usá-los.

-Me segue no insta! @vamospravenus

Juli Batah <3

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Desistir pra resistir

Vida

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Esses dias andei pensando sobre minhas qualidades. Difícil, né? Pensar sobre as qualidades de pessoas próximas é sempre tão mais fácil.

Lembrei que nunca fui a melhor aluna da classe, nem sou tão #plena quanto aparento ser nas fotos do meu Instagram.

Minha fofura – ou a falta dela – depende um pouco da quinzena do mês, e muitas vezes me falta coragem para fazer coisas que para outras pessoas são muito simples.

Mas uma coisa que me orgulho – além de não ser nem um pouco fresca com comida, sério eu como qualquer coisa e até falo sobre esse dom em entrevistas de emprego – é de ser uma pessoa resistente. É muito difícil me dobrar.

E isso não é sobre ser cabeça-dura, ~capricorniana~, dona da razão, mas sobre saber se reinventar diante de qualquer crise. Consigo passar por fases ruins sem perder meu humor, deixar coisas que eu amo irem embora e descobrir coisas novas para amar, consigo chorar muito e voltar a trabalhar feliz em menos de 15 minutos.

Exploro a cidade em busca de coisas, pessoas, lugares, sensações, comidas, experiências que me façam sentir bem. Eu sei onde me encontrar.

E se o mundo realmente estiver contra mim, eu me dobro, escorrego, reclamo, tropeço. Mas a verdade é que raras vezes me deixo cair por completo – acho que meu inconsciente sabe que se eu me deixar cair vai me dar ainda mais trabalho para levantar e vamos evitar trabalho desnecessário, né? haha

Se eu cair, eu levanto rapidinho. Essa sou eu e minha maior qualidade.

<3 

O amor é matemático. Praticamente um Isaac Newton.

Amor

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Cabe começar esse texto alertando que estamos falando do amor romântico, não aquele amor genuíno que sentimos por familiares, amigos e pelo garçom que sempre dá o que sobrou da garrafa de cachaça num copinho à parte pra você. Estamos falando do amor “de casal”, seja homo ou hétero.

Demorei muito pra entender o que significa esse tipo de amor, porque sempre criei muita história em cima dele. Sempre achei que era muito complexo, que tinha muitas nuances, formas, que era algo pra se tentar entender. E o que me fez entender o amor na realidade, foi perceber que não tinha o que entender. Olha que irônica essa vida, minha gente!

O amor não é complexo, não é sofrido, não é confuso. Quem sofre de amor: não ama ou não está sendo amado. Uma pessoa que ama, ou ao menos gosta de outra a ponto de querer manter uma relação e estar junto, jamais vai deixar essa dúvida no ar. Todo mundo sabe que vida é curta, a carne é fraca, o relógio tá batendo e quem ama mesmo não tem paciência de esperar. Não hesita, não quer perder, não corre o risco. O risco da pessoa amada ficar na dúvida se está ou não sendo amada. E não há timidez, insegurança ou orgulho que seja maior do que qualquer demonstração de afeto.

Quer um exemplo? Tenho uma amiga que sempre teve problemas de relacionamentos. Seus casos, acasos e descasos eram pautas semanais nas nossas rodas de conversa. Ela falava, a gente tentava aconselhar, ela ficava mais feliz, depois mais triste, mas em geral parecia estar sempre em crise e tentando resolver dilemas com todos os caras que se relacionava.

Até que um dia ela conheceu um cara e não trouxe mais assunto pra gente. Nenhuma questão a ser resolvida. Nenhuma dúvida, nenhuma ânsia por um conselho, nenhuma dificuldade, nenhum aperto, nadinha. Quando a gente perguntava das últimas novidades, ela falava sobre algo que tinha acontecido no trabalho ou sobre aquele bolo de cenoura que queria fazer. E foi com esse mesmo cara que ela se casou. Ela tá bem feliz.

E acredito que seja assim pra todo mundo, ou pelo menos pra muita gente. Se as coisas parecem “meio erradas” é porque realmente elas estão. Não sei se acredito em “pessoa certa”, mas acredito que existem pessoas que por questões de afinidade e química podem agregar mais à nossa vida do que outras. E estar com pessoas assim, nos torna sim mais felizes.

Quando você estiver nesse barco, você vai saber que está. Você e uma outra pessoa estarão remando juntos pra uma mesma direção e não vai ser difícil manter o barco em movimento, pra nenhum dos dois lados.

Porque quando é, é. Quando não é, não é. Simples, como uma continha de 2 + 2.

Juli Batah!

A dica rápida que vai resolver todos os seus problemas

Amor, Vida

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Tirando o pequeno exagero acerca desse título (que foi mesmo pra chamar sua atenção e te encontrar aqui, risos), tenho SIM uma dica que pode te ajudar a resolver boa parte daqueles probleminhas chatos do dia a dia.

Você tá passando por alguma questão, seja ela amorosa, financeira, social (não sei se problemas de saúde entrariam aqui porque já são um pouco mais complexos e eu não quero carregar essa responsabilidade, não, não hoje Faro), algo que esteja te incomodando, te trazendo medo, raiva, angústia, ciúmes, ansiedade, tristeza, culpa?

Saiba que qualquer tipo sofrimento que se encontre no seu coraçãozinho agora, está lá por causa do seu ego. O ego é um monstrinho que tem relação com a imagem que a gente projeta para as outras pessoas à nossa volta. Ele não sobrevive sem os nossos conflitos internos, e logo se aproveita de qualquer situação desfavorável pra crescer, aparecer e fazer tudo desmoronar dentro da gente.

Você não consegue viver o presente.

Pode reparar: se você está com algum problema, é porque sua mente está vivendo no passado – lembrando de coisas não tão bacanas que aconteceram há pouco ou muito tempo e te levaram a tal situação –  OU você está vivendo no futuro – com medo do que está por vir em breve ou a longo prazo.

A partir do momento que você se desapega do seu ego e se conecta com o presente, com o AQUI – AGORA, com o seu corpo, sua energia, a atividade que você está fazendo nesse exato momento (tipo ler esse texto) – você percebe que os problemas simplesmente não existem. Bem, pelo menos não exatamente aqui e agora!

Ao se desapegar do seu ego e se conectar com a sua verdadeira essência você se eleva, expande sua consciência e ganha uma visão mais realista e clara dos acontecimentos como eles realmente são. De repente, você percebe que um problemão nem merece ser tão “ão” assim. Conectada com a sua essência e com o momento presente, você consegue dar o peso certo para cada questão. Quanto maior a sua consciência e a sua conexão com o presente, menor o problema. 

E como praticar esse desapego do ego, viver o presente com intensidade e esquecer todos os problemas?

Encontrando o seu verdadeiro poder, aquele que vem de dentro e que só você sabe onde está. Abrindo a cabeça, o coração, permitindo que a vida entre em você. Uns conseguem essa luz através da meditação, outros através de outras atividades que proporcionam o autoconhecimento e a aproximação da essência.

Reconheço que essa busca não é tão simples, nem tão fácil. Mas a dica em si foi rápida, vai?

 

Juli Batah!