Encontrei o cabelo mais lindo do mundo e vou te mostrar qual é

FIGURAS DO COTIDIANO

Esses dias eu entrei na internet para procurar sobre cabelos. 

Seilá, tava meio enjoada dos meus e queria um novo visual para começar o ano que vem com um pouco mais de sorte. Olhei minhas pastas antigas de cabelos coloridos que eu tive e amava: rosa, azul, verde, vermelho. 

Fiquei horas e horas vendo aquelas mechas coloridas, brilhantes quando recém escovadas e minha vibe sonhadora e inspirada começou a dar lugar para a péssima lembrança que eu tenho de tentar desembaraçar um cabelo descolorido sem os cremes profissionais e caríssimos de salão. A expectativa é parecer a Hayley Williams mas sensação no dia a dia é de pentear um espantalho com uma escova de dentes.

Continuei minha pesquisa. Passei por loiros, ruivos (será que eu ficaria bem ruiva, gente?), platinados, castanhos bem escuros, pretos. Nunca sei a cor que mais combina comigo. Gosto de todas nas fotos das modelos mas quando faço alguma mudança em mim mesma demoro para acostumar e quando acostumo já não tem mais graça. 

E a textura? Será que faço um alisamento ou deixo como tá? Corto nos ombros e faço babyliss? E chanel? Coloco mega hair? É muita foto, muita ideia, muita referência, muita informação. Encontrei uma foto da Débora Alcântara, musa, raynha do @tudoorna. “É ESSE!!” ESSE CABELO QUE QUERO TER EM 2021!!!” – concluí. 

Fechei meu computador e deixei ele de lado na cama. Parei um pouco, pensei, dei um scroll no feed do Insta sem ver nada de importante, pensei mais um pouco… Mas calma, como tá o MEU cabelo agora? Fui invadida por um blackout. Puxei meus arquivos internos mais recentes e NADA. No pique da quarentena e do modo “piloto automático” que tenho vivido nas últimas semanas, me toquei que fazia MESES que eu não olhava o meu próprio cabelo, minha própria aparência. Tava sempre nas redes sociais buscando referências de como eu queria me parecer sem olhar como eu me parecia no momento presente.

Fui até o espelho soltei os cabelos que tavam presos em um coque no topo da cabeça. Tava ele lá: volumoso, castanho, sem textura definida (algumas mechas onduladas, outras mais cacheadas). Passei uma escova rápida e tava lá a Débora Alcântara. Talvez não tão ryca, não tão CEO e definitivamente nada curitibana mas com um cabelo muito parecido. O cabelo que eu queria ter já estava na minha cabeça.

E o que podemos aprender com isso? 

Não sei! Talvez a gente passe tempo demais absorvendo muita informação de beleza na internet, nos comparando com outras mulheres o tempo todo e buscando aparências que não tem a ver com a gente quando muito do que a gente quer e precisa já tá aqui: nossa autenticidade. Como é pra você?

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