A sensação de beirar os 27 anos

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O conceito de maturidade é muito amplo, e um pouco nebuloso – porque eu acredito que cada pessoa tem uma régua interna sobre o que pode ser uma atitude madura ou não.

Eu acho que a primeira coisa que pra mim define o que é maturidade, é o fato de a pessoa começar a perceber o que funciona e o que não funciona pra ela – por mais que funcione pra todos os outros mortais.

E esses dias eu me peguei pensando sobre isso, pensando sobre coisas que eu fazia e adorava fazer, mas que hoje já meio que não cabem no meu estilo de vida, rotina – tanto no aspecto físico quanto no mental e emocional, haha. E essas coisas são:

1.LITRÃO

Quando eu tinha aí uns 21, 22 anos, a coisa que eu MAIS GOSTAVA de fazer na minha vida era ir pra qualquer bar – de preferência o mais barato – pedir aquele litrão, encher o copo de todos os amigos e beber cerveja baratinha a noite inteira. Não sei o que aconteceu no meio do caminho, mas o meu corpo começou a rejeitar o litrão. As últimas vezes que eu fiz esse tipo de rolet, eu fiquei super empapuçada,  indo no banheiro de 15 em 15 min e acordei no dia seguinte completamente destruída. Peguei bode até do gosto, sabe? Eu tô muito longe de ser uma pessoa que aprecia cervejas artesanais, mas eu prefiro mil vezes por exemplo, beber duas heinekens, que acho uma cerveja que se paga melhor, no sentido de ser mais gostosinha e encorpada. Hoje eu fico “alta” mais rápido, não preciso beber muito e não fico indo no banheiro. Acho o maior custo benefício.

2. TINDER

Eu já usei muuuuuito o Tinder, já saí com muitas pessoas do Tinder, conheci gente que eu tenho amizade aí até hoje, e eu sei que é um app que funciona sim pra conectar pessoas, tenho amigos próximos que até casaram com pessoas que encontraram pelo Tinder. Para mim não funciona em relação a encontrar uma pessoa pra ter um relacionamento, porque o Tinder a primeira vista, só pode oferecer a foto e alguns poucos gostos pessoais da pessoa. Percebi que o meu critério de beleza não é muito confiável, as pessoas que eu acho bonitas, não necessariamente são as pessoas que eu quero me relacionar, ou até mesmo sair. Já saí com muitos caras usando esse critério errado, e eram pessoas que não tinham simplesmente NADA a ver comigo. O que mais importa pra mim, nem que seja num encontro breve, de uma noite, é pelo menos ter alguma química com a pessoa e não é sempre que bate essa química. Mesmo que vc sinta afeição pela pessoa conversando pelo app, pelo whats, por ligação, é diferente de estar perto e só estando perto pra saber. Então eu acho que o Tinder acaba oferecendo a mesma coisa que a vida real, só que na vida real as coisas são mais diretas e mais intensas – até pq na maioria das vezes as conversas do Tinder morrem do nada, a pessoa some, é muita banalização do ato de se relacionar. É um horror!  Acho que eu já usei muito e não tenho mais paciência.

3. SOFRIMENTO PRA SER LINDA

Outra coisa que eu me desapeguei nesses últimos anos foi aquela vaidade que passa por cima de qualquer coisa. Eu sou uma pessoa vaidosa, gosto de me cuidar, gosto de estar bonita, me sentir bonita, mas se eu tiver que sofrer pra ficar mais bonita, eu não faço. Salto alto é uma coisa que eu não uso. A última vez que eu usei salto, foi no casamento da minha prima, no começo do ano passado. Eu só uso salto em casamento mesmo, pq não tem outra opção, nem na minha formatura eu usei salto, desci as escadas do salão descalça com o sapato na mão. Não tenho mais feito nada no cabelo que possa agredir meu cabelo. Quem me conhece sabe que eu já tive cabelo de todas as cores, de todos os jeitos, já descolori muito, já fiz progressiva pra caramba, hoje eu já entendo mais do meu cabelo, já sei que ele não vai ficar bonito se eu maltratar ele. Assim como também não penso em fazer nenhuma cirurgia plástica, ou qualquer tratamento que traga alguma agressão pra mim.

4. APRENDER A DIZER NÃO

Eu tenho pavor de ser vista como uma pessoa desagradável, acho que é meu ascendente em leão. Eu sempre fui dessas que emprestava dinheiro e não aceitava quando a pessoa queria me devolver, patrocinava comes e bebes pra galera, fazia favores ou coisas realmente grandiosas, que muitas vezes eu não queria ou não podia fazer, mas fazia pra manter a boa vizinhança. Só que eu aprendi que essas coisas acabam custando caro, muitas vezes literalmente porque seu dinheiro vai embora e outras porque você vai se perdendo das suas reais necessidades pra atender os outros, e acaba criando uma insatisfação quase insuportável com você mesma. Você acha que está se abrindo pros outros, quando na verdade você tá se fechando ali na sua vaidade, no seu medo, na boa imagem que você quer passar. Não acho que a gente tenha que parar de ser gentis e ser mais egoístas, longe disso, mas acho que aprender a dizer não pras pessoas, até fortalece os laços, a intimidade, porque a pessoa sabe realmente quando pode e quando não pode contar com você – e automaticamente vai impor os limites dela também, o que é muito saudável.

5. ENTENDER QUE PROBLEMAS EXISTEM.

E tudo bem.

E pra você, o que é estar madura ou em uma nova fase?

 


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