Sobre o filme “O Quinto Elemento”

tumblr_n8dvblJJE81rr8k17o3_1280.jpg

Sempre vai ter aquele filme que quando você era pequenx morria de medo de assistir. Posso citar vários que me aterrorizavam, desde os mais pesados como Chuck – Boneco Assassino, Donnie Darko, Guerra dos Mundos, até uns mais suaves como O Grinch e O Quinto Elemento.

Lembro até hoje. Era domingo de verão e aqui em casa a gente tinha o hábito de assistir filmes aos domingos – acho que vão perceber ao longo das postagens aqui no blog. Nesse bendito dia, depois de assistir Sandy & Júnior milleniuns juntemos e digamos “beijos anos 2000”, ouiée – meu papis sentou no sofá e começou a procurar um canal que estivesse passando algum filme interessante – e foi dessa forma que assisti O Quinto Elemento pela primeira vez.

Posso dizer que não foi uma das experiências cinematográficas mais legais que tive quando era pequena, até porque foram algumas noites mal dormidas, lembrando daqueles seres estranhos, do figurino exótico e do maldito sangue azul – pô pra uma garotinha que tinha seus 10 anos de idade isso é bem macabro. Mas garanto que mesmo me dando um medo do caramba esse filme foi muito importante para mim, na época eu não sabia, mas atualmente é um dos blockbusters de sci-fi que mais me deixa curiosa. Vou explicar o porquê… Vem comigoo!!

03.jpg

Pra começar e não titubear, o filme tem nada mais nada menos que Luc Besson como diretor e roteirista, Gary Oldman estrelando como o vilão, Mila Jovovich como a nossa heroína (GRL PWR!) e Bruce Willis como mocinho, sim ele ainda tinha cabelos hehe

Tudo se passa num futuro bem distante, em que a Terra é toda tecnológica, os carros são voadores e as ruas não se delimitam pelo asfalto e sim pelos arranha-céus enormes que cobrem tudo o que vemos de paisagem, criando corredores que se espalham verticalmente, em um verdadeiro labirinto. E antes mesmo dessa evolução humana, a Terra foi alertada sobre um perigo que a assola a cada 5 mil anos. Os Mondoshawans, aliens do bem, vem buscar a única arma capaz de derrotar o grande mal. Essa arma é composta por 4 pedras, que representam os quatro elementos, mais um elemento que cria a harmonia da Luz Divina, capaz de derrotar o Mal.

Mais de 300 anos se passam após a aparição dos Mondoshawans no Egito, e a vida de Korben Dallas – um taxista ex-militar, interpretado por Willis – está prestes a mudar. Uma garota de cabelos alaranjados e trajando somente algumas fitas brancas – essa é Jovovich –  cai do céu, literalmente em seu táxi. A aventura é evidente!

01.jpg

Nas cenas que se passam fora do edifício científico, conseguimos ver imensidão de Nova York, totalmente densificada, mecanizada e conquistada. Não se dando de forma horizontal e sim vertical, monumental na sua evolução de cidade e futurística pela movimentação. Os meios de transporte se adaptam a verticalidade e se tornam voadores, principalmente os coletivos que se estruturam nos próprios prédios e são elevadores trem. O lado negativo dessa estratificação também é abordado, no momento em que vemos as antigas ruas no chão se tornarem ruínas de um tempo remoto. A forte fumaça de poluição cobre o que antes eram vias. A superpopulação e o lixo criado por ela, mostram a incapacidade de gestão e reciclagem. O alto nível de criminalidade faz com que as forças de vigilância sejam maiores e mais violentas.

Jean Paul Gaultier foi a personalidade que desenvolveu o figurino do filme, informação que me deixou de queixo caído. Temos ainda o maravilhoso Chris Tucker dando vida a um dos personagens mais hilários que eu já vi, e essencial para dar um toque carismático a obra.

Acho que os efeitos especiais para a época fizeram o filme se tornar popular, além do indefinido e curioso mundo futurístico. Mas cá entre nós, a parte da ópera em que a Diva se apresenta e no turning tables da situação é ela quem está com as pedras dentro de si – e Dallas tem de tirá-las de dentro dela – foi a maldita cena que me causou traumas quando pequena, mas com certeza a que salvou o filme – e hoje é uma das minhas preferidas!

É aquele blockbusterzão para se ver quando se quer um pitada de ação, aventura, sci-fi e muita discussão sobre a forma em que vivemos e podemos um dia vir a viver. O enredo do filme não é dos melhores, já aviso, achei ele bem previsível e as cenas de lutas foram até que bem mórbidas. Além de que a atuação do Bruce Willis não foi nada convincente no seu papel de mocinho – Quando é que ela é, né? – Mas that’s okay… Porque as discussões que o filme propõe são várias, e são muito cabíveis para o período social e tecnológico que estamos vivendo.

02.jpg

O filme consegue destacar a vida numa sociedade distópica, em que as condições de opressão ou privação são reais para os cidadãos, tendo a tecnologia como ferramenta de controle de massa pelo Estado e por corporações. Mostrando ai um caráter satírico da qual nós vivemos – método comum do diretor em questão.

deh



Gostou desse post? Se inscreve lá no canal pra dar uma forcinha! :)

Anúncios

Deixe sua opinião aqui!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s