Sobre momentos presos em músicas e vice-versa

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É um negócio meio doido isso, e já deve ter acontecido com você também.

Outro dia eu entrei num uber e tava tocando R.E.M – não, não é isso que tô dizendo que aconteceu com você, calma – e junto com a música, alguns outros elementos, acho que devia ser o cheiro do banco do carro, o jeito do motorista que lembrava um pouco o do meu primo, entre outros aspectos, me levaram imediatamente para os anos 90, quando eu era criança e eventualmente andava de carro com meus primos mais velhos. Durante uma meia hora (que foi o tempo da viagem), eu voltei pra infância e quando desci foi até meio estranho encarar o presente, nem pior nem melhor, mas muito diferente daquele pequeno lapso de vivência.

O engraçado é que ainda não sei dizer direito o que me fez entrar nessa máquina do tempo. A música realmente ajudou, mas as vezes eu escuto R.E.M e não acontece isso. Enfim, parece mesmo ter sido uma junção de fatores perfeitamente inexplicável.

Tendo isso em mente, fiquei um bom tempo sem ouvir a música”Dreams” do The Corrs, por motivos de: essa música tinha o poder de me levar diretamente para o passado, sem nenhum outro artifício. Não precisava de cheiros, imagens, nada. Só elazinha me transportava para o carro da minha tia, lá em 1998 (eu devia ter uns 7 anos) enquanto a gente esperava minha prima mais velha sair do rolezinho no shopping – toda essa lembrança passando pela minha mente com a velocidade de uma flecha.

E eu não queria perder isso. Essa essência. Economizei durante anos a quantidade de vezes que eu escutava Dreams, pra não “gastar” a música, não deixar ela se misturar com o presente e me fazer perder aquela lembrança tão gostosinha. Mas é aí que a vida surpreeeeeeeende: encontrei um remix (ou seilá como chamam essas edições hoje em dia) de “Dreams”. E não me incomodo de ouvir essa outra versão, porque ela tem um “quê” da década de 2010, e é completamente diferente da original. Então eu posso ouvir esse remix 47 vezes por dia, que a música original ainda estará intacta, guardada a 7 chaves na minha lembrança. E ainda posso acioná-la sempre que quiser fazer uma viagenzinha a 1998.

Você entende isso? Já aconteceu contigo?

É tão claro e tão confuso ao mesmo tempo. Tem músicas que simplesmente te fazem voltar no tempo, mas se você escuta muuuuito, parece que o passado acaba se dissolvendo no presente e tudo fica meio perdido.

Mas enfim, segue esse remix-salvador, que estou ouvindo 47 vezes por dia – porque eu sou assim, quando gosto de uma música escuto ela o dia todo até enjoar!

E aproveitando, vou deixar aqui mais três musiquinhas dançantes-da-modinha, primeiro porque não quero perder a oportunidade de transformar esse post mela-cueca em uma mini-playlist pra você queridx leitorx! E segundo pra facilitar mesmo, amanhã eu quero abrir esse post e já ouvir todas essas músicas de uma vez! <3

 

julibatah


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2 comentários em “Sobre momentos presos em músicas e vice-versa”

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