Por favor, me vê um futuro sem passado?

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Tem um tempo já que minha irmã me avisa: “Ju, seu computador aqui de casa tá muito lento, não tá dando pra usar. Cê precisa apagar umas fotos, deletar as coisas que não usa ou não te interessam mais, cê precisa resolver isso, cê precisa fazer alguma coisa, qualquer coisa.” – Ela tem usado mais o computador do que eu, então fica nesse desespero.

Mas no meio de tanta coisa que tenho na cabeça, isso sempre me passa batido. Esqueço e nunca apago as coisas que ela sempre me pede pra apagar. – Essa e muitas outras questões da minha vida estão dentro daquela caixa etiquetada de “quando eu tiver um tempinho resolvo, juro que resolvo”.

Se eu contasse essa história pra minha psicóloga, ela falaria que o fato de eu “fugir” desse problema, se deve a algum apego que ainda devo ter com os arquivos do meu computador. Algum apego mais profundo que nem eu mesma me dou conta. Se faz sentido essa teoria? Sei não. Mas sei que ela falaria exatamente isso!

Até queeeeeeeeee…

Comecei a gravar uns vídeos aí e cheguei em casa maluquinha pra editar. Agora foi a minha vez de sentar a bunda no computador (não exatamente no computador, você entendeu, vai) pra descarregar os novos arquivos e começar a editar minhas novas invenções que poderiam se tornar grandes obras primas, vai saber.

Mas, obviamente, depois que descarreguei 1700 arquivos novos, meu computador travou mais que ** de cachorrinho quando chove.

Fui até o Deus Google confessar o meu problema e suplicar alguma ajuda que não implicasse em ter que apagar os meus arquivos, e a resposta foi: “Querida Ju, faça as pazes com o seu passado para que ele não atrapalhe o seu futuro. Reze dois pai-nossos e três ave-marias.” Bem, agora não lembro se foi exatamente isso que ele falou, ou se foi mais algo como “Para melhorar o desempenho de seu iMac, é necessário liberar espaço no HD.”

Whatever, eu entendi o recado. Precisava mesmo apagar meus arquivos antigos.

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Olhei aquelas fotos de festas lindas que fui e que não fui, escutei algumas músicas que marcaram momentos inesquecíveis, assisti vídeos que nem eu lembrava de ter gravado bêbada no rolê. Lembranças lindas, que não queria que saíssem do meu iMaquinho, mas tinham que ir pra algum outro lugar que não alí, para que eu pudesse trabalhar melhor, descarregar os meus vídeos novos e escrever novas histórias.

Então, peguei um HD externo que tava jogado em algum canto por aqui, fazer o quê. Ele não era uma memória-mãe para meus arquivos, mas era a única forma de mantê-los guardados em algum outro lugar que não a minha memória-principal, vulgo meu computador.

A questão é que minhas memórias nunca serão apagadas. Elas sempre estarão aqui comigo em algum cantinho, só não estarão mais aqui no meio da minha bagunça atual, me atrapalhando de alguma forma. E assim as coisas vão fluir melhor na minha vida.

– Não, esse não foi um texto para ensinar você a liberar espaço no seu computador. Se você não entendeu a analogia de desapegar do passado para que coisas novas aconteçam, eu não sei o que fazer com você, acho que já pode se retirar daqui.

Na verdade, só espera esse texto acabar pra se retirar.

Tudo bem, agora já acabou mesmo, pode ir.

ju02


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