Salão de beleza: como não achar essa experiência insuportável

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Há uns 5 anos eu tinha um outro blog chamado Pseudorias (pseudo-teorias). Nele eu escrevia textos me expressando de uma forma.. hnn.. como posso dizer, um pouco mais sofrida sobre os mais diversos aspectos do cotidiano (atitude também conhecida por “imaturidade”). E lembro que um dos textos que postei lá era sobre salões de beleza e o quanto eu detestava aquela aquela atmosfera patética de fofocas, peruagem & gente carente que frequenta esse tipo de lugar só pra causar (um desconforto, no caso). #tátênu

Posso dizer que de lá pra cá minha opinião ainda é quase a mesma, e ninguém aqui está falando que amadureci. Na verdade me sinto uma criança ainda principalmente quando me deparo com coisas da Sailor Moon em lojinhas da Liberdade, ou quando minha mãe me pede pra fechar a porta do quarto com mais delicadeza, mas isso não vem ao caso agora e preciso ter mais foco na vida pra escrever meus textos, pqp.

De fato, a única coisa que mudou é que hoje em dia eu tenho menos tempo e paciência pra ficar dentro de um salão aguentando essas conversinhas chatas e toda essa bobagem.

Mas aconteceu algo que me trouxe uma nova percepção da coisa toda. Numa bela tarde fui cortar o cabelo. Geralmente sou dessas pessoas que durante o processo (seja ele uma manicure ou uma hidratação de 10 horas) fica com os olhos grudados numa revista ou um livro e só se mexe pra levantar e ir pro caixa fazer o pagamento – o que já me custou uma franja no meio da testa e uma progressiva apenas no lado direito da cabeça.

Mas nesse dia troquei uma ideiazinha maneira com a minha cabelereira real/oficial – e me recuso a passar o nome dela aqui pra vocês porque já é impossível conseguir horário com ela, não admito mais concorrências – e ela me contou algumas histórias de clientes, entre elas de uma mulher que é dessas que chega no salão falando alto, fazendo piadas sem graça com todo mundo, o típico perfil que particularmente muito me irrita. 

Conversando com ela, descobri que na verdade essa mulher está passando por maus bocados e encontra no salão um ambiente acolhedor, que faz com que ela se sinta bem com ela mesma. Uma bolha de amor no qual nenhum mal pode chegar. Ouvindo isso, parei e prestei atenção no que estava acontecendo comigo exatamente naquele momento. A menina que conversava comigo lavava meus cabelos, massageando meu couro cabeludo. A manicure acarinhava minhas mãos com creme antes de começar os trabalhos (ah, esqueci de falar que nesse dia a unha tava em promoção, e acabei aproveitando, porque né). Todas as duas me perguntando sobre o meu dia, sobre como eu queria que minha aparência ficasse, podendo assim realizar um pequeno desejo meu que me deixaria com a alto estima muito mais elevada naquele dia. Psicologo pra quê?*

Bom, moral da história para um dos textos mais confusos que já escrevi (sério, se você chegou até aqui: parabéns): ainda que sutil e em troca de moedas, a maneira que somos cuidadas no salão de beleza é muito mais importante pra nossa alto-estima do que imaginamos. Salão só é chato pra caramba quando você não percebe o carinho que esse lugar pode abrigar. Vá ao …. insira aqui o nome do seu salão de beleza se você quiser anunciar no meu blog… e veja que o seu dia ficará estranhamente mais gostoso. 

*O negócio do psicólogo é brincadeira tá gente, caso vocês não tenham entendido, acontece.

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