Momentos na vida em que pessoas meramente aleatórias viram suas bests

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Tem finais de semana em que a única coisa que você quer é pedir uma pizza, comprar um vinho e ficar em casa vendo todos os seriados do Netflix – no meu caso, quase todos os finais de semana são assim. Porém, as vezes me sinto uma alienígena porque a graça da vida afinal é estar sempre fora de casa, onde a “magia” acontece, fazendo qualquer coisa mesmo que ela não faça sentido nenhum pra você.

Sendo assim, tenho minhas noites de querer sair de casa e ir pra qualquer lugar. Mas é sempre assim: justamente na noite em que você planeja sair, TODAS as suas amigas estão ocupadas e os seus amigos estão com suas namoradas (que também estão ocupadas), o que leva você a entrar no Facebook e tentar resgatar aquela pessoa que estudou com você na quinta série e que hoje em dia não tem mais o mínimo contato – a última lembrança que você tem dela é ela fazendo bullying com você no McDonnalds, porque você pediu um Mcfish + água – com 11 anos.

Mas tudo bem, agora que você cresceu e superou as noites de choro que sucederam esse evento – e ela postou na linha do tempo algo sobre cervejas artesanais então ela deve ter se tornado aquele tipo de pessoa legal que conversa sobre qualquer assunto – você retoma o contato com um “Miiiiga, saudade”, ela já entende o recado porque você mandou a mensagem as 20h de um sábado abafado, e diz que já tinha marcado algo com uns amigos num bar (que aliás você odeia – o bar ou os amigos? – os dois), mas com um pouco de pena convida você pra ir também, que com um pouco de desespero se arruma em 5 min e chega ao local em 10.

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Lá você encontra a suposta ~galerinha~ e fica se perguntando quem alí consegue ter menos coisas a ver com você. Então você toma uns drinks pra conseguir suportar o rolê de algum jeito, e acaba puxando assunto com todo mundo já que ficou psicologicamente alterada. Aos poucos você vai percebendo o quanto aquelas personagens podem ser interessantes e o quanto você foi injusta com elas. Você se entrega de corpo e alma pra elas. Você ri das piadas delas. Você se interessa genuinamente pela história de vida de cada uma delas – mesmo que uma delas seja sobre um término de namoro que envolve uma faca, um abacaxi e um boneco da Peppa Pig. Você desenvolve compaixão por elas. Você se dá conta de que elas poderiam facilmente ilustrar todos os finais de semana da sua vida.

Em um determinado momento da noite, elas já estão te chamando pelo seu apelido mais íntimo, fazendo brincadeirinhas com algo que envolve a sua profissão e te pedindo conselhos afetivos como se já te conhecessem há 15 anos. Você, por sua vez, termina todas as conversas com um “eu te ligo pra gente marcar esse fondue, hen!” ou “Fica bem, que ele não te merece!” e entra no taxi aos amassos com a sua própria consciência, que entre um beijo e outro te lembra que você nunca mais vai ver nenhuma daquelas pessoas na sua vida novamente – apenas porque as coisas são assim. No dia seguinte você acorda com aquela ressaca moral, não se lembrando se aconteceu tudo aquilo mesmo, se você usou drogas ou se foi um sonho muito louco. Ah, o álcool.

– E essas são o que eu chamo de “rodinhas aleatórias” da vida, que mais dia menos dia todo mundo participa.

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