Ser feliz é negociar com a realidade

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Chegou dezembro (há mais de 15 dias né Juliana), e a gente pode estar se sentindo frustradinhas com as coisas que queríamos ter realizado esse ano mas aparentemente não aconteceram ou não estão acontecendo em nossas vidas no momento.

É normal: o final do ano sempre traz uma frustração de graça pra gente, uma canseira que parece vir do além e a sensação de que nossas vidas estão mastigadas como um chiclete que já está ha horas sendo revirado dentro da boca. A gente pode sim pensar no quanto poderíamos ter nos exercitado mais em 2015 – mas que ano que vem vai ser diferente, lógico – e estar com inveja dos amiguinhos que souberam guardar dinheiro e estão indo viajar enquanto o máximo que podemos fazer é ir andar de bike no Ibira. Se bem que pra chegar lá também está caro, então nem sei.

2015 Não foi fácil. Nos deixou falidas, devastadas, sucumbidas – sempre quis usar essa última palavra.

Mas hoje, depois de um tiroteio de pensamentos pessimistas que me atingiu, do que poderia ou não ter sido esse ano e do que eu poderia ou não ter feito, fui arrumar umas coisas, uns papéis jogados aqui na minha mesa e encontrei algo que me surpreendeu. Achei um planejamento escrito sobre coisas que eu queria alcançar pro blog que fiz no começo do ano, e um outro que fiz mais ou menos há uns 3 meses atrás. Eu deveria estar comemorando muito, porque pelo menos 90% das coisas que estavam anotadas – que na época pareciam tão utópicas e distantes da minha realidade – foram devidamente alcançadas! E eu nem me dei conta delas.

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Às vezes, a gente fica tão acostumadas com pensamentos automáticos de ano-novo como o “ano que vem vai ser melhor” e frases correlatas – insira aqui sua frase clichê de ano-novo– , que nos esquecemos de olhar pras coisas boas que alcançamos, pros acertos que nos fizeram chegar aqui – e os erros também, que na minha humilde opinião são até mais importantes por nos fazerem crescer como pessoas.

Frustrações sobre o que não rolou fazem parte, mas não podem nos dominar. Se damos espaço pra elas, elas acabam nos preenchendo aos poucos, nos fazendo girar em círculos & círculos de insatisfação, e penetram em nossa pele nos levando a acreditar que não somos capazes de realizar. E nos deixam ainda mais frustradas!

Apenas paaaarem essas máquinas! Não vamos entrar em 2016 nessa vibe, né?

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Ser ou estar feliz é negociar com a realidade, é ver o que você tem de bom, o que você fez de bom e focar a energia alí. Se não, a gente fica nessa busca incessante de realizações todo ano, sem saber ao certo quando será a hora desfrutar e agradecer, quando será a hora de realmente sentir alegria. Ok, sabemos que nada é perfeito! Mas podemos tentar ter o máximo de orgulho pelo que fizemos e encontrar essa sensação de que somos capazes de realizar, sem esperar que ela nos ache no meio de uma multidão. Até porque quando ativamos esse sentimento dentro de nós, muitas outras realizações ficam com vontadinha de vir pra gente também. O universo que tá falando, não sou eu. (;

 

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